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ISBN: 978-85-508-2354-6
Editora: Alta Books
Você já viu sua empresa anunciar com orgulho um "projeto piloto de inteligência artificial"? Pois saiba que, enquanto isso acontece, menos de 1% das grandes companhias do mundo já cruzaram a linha de chegada. Elas não testam. Elas respiram algoritmos.
A diferença é brutal. De um lado, comitês debatem o futuro da automação em apresentações engavetadas. Do outro, gigantes tradicionais como Airbus, Ping An e Capital One reescrevem suas margens de lucro em tempo real. Não são startups do Vale do Silício. São bancos centenários, seguradoras e fabricantes de aviões que decidiram demolir a forma antiga de operar.
Este microbook, baseado na obra de Thomas Davenport e Nitin Mittal, mostra como esses líderes saíram do laboratório e levaram a tecnologia para o coração das suas operações. Você vai entender por que a virada não é técnica, mas cultural. Vai descobrir como CEOs aceitaram falhar no curto prazo para vencer no longo. E vai sair com clareza sobre o pedágio que separa quem fica e quem some.
Existe um abismo entre experimentar inteligência artificial e ser movido por ela. A maioria das empresas trava na primeira margem. Cria laboratórios, contrata consultores, anuncia pilotos. E para por aí. Os modelos nunca chegam à produção. Viram slides bonitos.
As organizações impulsionadas por IA fazem o oposto. Elas combinam aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e automação de processos numa orquestra única. O DBS Bank, de Singapura, virou referência exatamente por isso. Antes chamado de "ridiculamente lento", o banco montou uma verdadeira máquina de aprendizado contínuo. Hoje, leva um terço menos tempo para investigar casos suspeitos de lavagem de dinheiro. Cada erro vira input. Cada acerto vira protocolo.
A Deloitte chama esse estágio de Era da Colaboração. A máquina não ocupa a cadeira do humano. Ela amplia o que o humano enxerga. E o valor aparece em cinco alavancas claras: mais velocidade, custos esmagados, leitura de complexidades invisíveis, engajamento radical com o cliente e fôlego para inovações disruptivas. Sem essas cinco alavancas funcionando juntas, é só piloto vazio.
O segredo das empresas que decolaram não está nos engenheiros. Está na liderança. O sucesso da automação depende menos da tecnologia e mais da coragem de quem assina o cheque.
Piyush Gupta, CEO do DBS Bank, é o exemplo perfeito. Ele bancou anos de fracasso público para construir fluência tecnológica. Tolerou pilotos que afundaram. Defendeu times que erraram. Em troca, transformou um banco lento numa instituição premiada como a melhor digital do mundo. Sem esse tipo de obstinação executiva, qualquer iniciativa morre no primeiro trimestre ruim.
E tem um segundo movimento, ainda mais importante: a requalificação massiva. A Airbus, em parceria com a Udacity, treinou mais de mil funcionários corporativos para virarem cidadãos cientistas de dados. A Amazon investiu 700 milhões de dólares para reprogramar as habilidades de um terço de seus operários e executivos. A lógica é simples. Em vez de demitir e contratar caro, a empresa converte sua força de trabalho atual em parceira dos algoritmos. Alfabetização analítica deixou de ser luxo. Virou pré-requisito de sobrevivência comercial.
As empresas líderes apostam em três rotas estratégicas. Criar algo novo. Transformar operações. Influenciar comportamento. Cada uma justifica o investimento brutal em tecnologia de forma diferente, mas todas migraram a automação do departamento de TI para a sala do conselho.
A chinesa Ping An escolheu a primeira rota. Saiu de seguradora tradicional e virou um ecossistema tentacular de saúde e finanças, sustentado por um exército de 4.500 cientistas de dados. Concorrentes e parceiros agora retroalimentam sua infraestrutura. A Kroger, gigante do varejo americano, escolheu a segunda. Por meio da subsidiária 84.51°, dispara 11 bilhões de recomendações personalizadas por semana, estrangulando ineficiências logísticas e prevendo demanda com precisão cirúrgica.
A terceira rota é a mais sutil. O Morgan Stanley implantou o sistema Next Best Action, que monitora cada transação e dita o roteiro de milhares de consultores em tempo real. Seguradoras como a Progressive e a Manulife leem métricas biológicas e hábitos de direção dos clientes para recompensar comportamentos menos custosos. É gamificação de estilo de vida. O algoritmo não vende um produto. Ele molda quem você é como consumidor.
Nada disso funciona sobre planilhas antigas e servidores empoeirados. Nenhuma organização sobrevive ao ritmo da inteligência de mercado operando com sistemas legados fraturados. A migração para a nuvem deixou de ser opção.
A Capital One deu o sinal mais claro do mercado em 2020, quando fechou seu último data center próprio e migrou tudo para a Amazon Web Services. Foi um movimento histórico. Um banco gigantesco apostando que a infraestrutura modular vale mais que décadas de investimento em hardware proprietário. A Unilever construiu uma arquitetura lakehouse unificada que processa informações globais brutas vindas de fábricas, lojas e fornecedores espalhados por dezenas de países.
A democratização técnica nasce daí. Ferramentas de Automated Machine Learning permitem que qualquer profissional treinado crie protótipos sem depender de cientistas raros. E operações algorítmicas autônomas evitam que modelos já implantados se degradem com o tempo. A Shell faz isso em escala: seus modelos automatizados avaliam vibrações e calor de milhares de ativos de perfuração ao redor do mundo, antecipando falhas antes que custem milhões. Sem essa base, AutoML é só promessa de marketing.
A jornada para se tornar impulsionado por IA tem cinco degraus claros. No primeiro estão os Insuficientes, empresas que ignoram a tecnologia. Depois vêm os Iniciantes, que fazem pilotos isolados. Em seguida, as Desbravadoras, que escalam para algumas áreas. Mais acima, as Transformadoras, que reescrevem operações inteiras. No topo, as Impulsionadas por IA, que constroem seu próprio modelo de lucro sobre algoritmos.
A maioria empaca no segundo ou terceiro degrau. E há um motivo: nem todo mundo precisa estar no topo. O Scotiabank escolheu o caminho pragmático que os autores chamam de "IA de colarinho azul". Foco total em retorno tangível em processos operacionais e canais de relacionamento. Sem ecossistemas grandiosos. Só agilidade onde dói no caixa. Funciona, e funciona rápido.
Mas subir a escada sem freio é suicídio. A fiabilidade institucional virou pilar de sobrevivência. A Unilever criou comitês rigorosos de aprovação ética para validar sistemas como reconhecimento facial. A Deloitte consolidou seis princípios invioláveis no framework Trustworthy AI. E consórcios como a Data and Trust Alliance reúnem empresas para padronizar práticas. Modelo enviesado vira processo judicial, manchete ruim e cliente alienado. Quem ignora ética, quebra.
Nenhum setor escapa. A varredura é completa, brutal e silenciosa. Quem diz que sua indústria é imune está perdendo tempo.
No varejo e consumo, a Seagate elevou a precisão de inspeção visual de componentes de disco de 50% para mais de 90% usando algoritmos de visão computacional. O Walmart redesenhou previsão de demanda hiperpersonalizada. Na energia e indústria pesada, gêmeos digitais, drones e redes de sensores fazem vigilância cirúrgica de infraestrutura física. A Shell antecipa falhas em poços. Plantas químicas monitoram vazamentos antes que aconteçam. Robôs entram onde humanos não devem pisar.
Na saúde, a Cleveland Clinic adota algoritmos que decidem previamente sobre riscos anestésicos e alocações de cuidados emergenciais. Tomografias e prontuários são varridos em segundos. Nas finanças, modelos de aprovação de crédito e detecção de fraude operam em tempo real, e o chatbot Eno, da Capital One, atende milhões de clientes. No setor público, o governo de Singapura financiou o programa AI Singapore para gerir o trânsito da cidade, antecipando engarrafamentos e otimizando semáforos. Da farmacêutica ao controle de tráfego aéreo, o roteiro está sendo reescrito.
Não existe ponto de partida ideal. Empresas saídas de modelos antiquíssimos encontraram rotas distintas para o topo, provando que o que separa vencedores de derrotados é a disposição para implodir o próprio legado.
A Deloitte vivia de capital humano puro. Consultoria vendida em horas faturadas. Lançou a plataforma Omnia, que reconfigura auditoria de contratos complexos com processamento semântico. A CCC Intelligent Solutions era uma fornecedora de manuais físicos para o setor automotivo. Hoje, injeta bilhões de imagens de batidas de carros em motores de treinamento na nuvem e virou a espinha dorsal de seguradoras inteiras. A Capital One, banco analítico tradicional, virou nativo na nuvem e toma decisões em tempo real com aprendizado de máquina.
E há a startup Well, desenhada do zero com inteligência artificial no centro. Aplica predições contrafactuais para modificar intervenções de estilo de vida de seus segurados. Não é seguro de saúde. É um motor de comportamento. Enquanto isso, organizações presas no paradigma transacional, olhando só pelo retrovisor, caminham para o encerramento silencioso. O futuro pertence a quem reescreve o presente.
Decisão executiva, requalificação massiva, nuvem irreversível e ética inegociável. Esse é o quarteto que separa quem permanece de quem evapora. Quem hesitar agora não estará na mesa em cinco anos — e ninguém vai notar a ausência.
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Tom Davenport detém a cadeira de presidente em Tecnologia da Informação e Gestão da Babson College. Seus livros e artigos sobre a reengenharia de processos, gestão do conhecimento, gestão atenção, a produtividade do trabalhador do conhecimento, e competição analítica ajudaram a estabelecer cada uma dessas idéias de negócios. Ele é autor ou co-autor de nove livros para Harvard Business Press, mais recentemente Competing on Analytics... (Leia mais)
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